11/04/2010

China concentrou exportações brasileiras

A explosão da demanda chinesa por commodities na última década foi o que transformou o país em um fator crucial para a economia brasileira. Também foi a principal razão para o processo de "primarização" da pauta de exportações nacionais no período, com a expansão do peso dos produtos básicos e o encolhimento da parcela representada por bens industrializados, que têm maior valor agregado.


Há dez anos, quando a China começou a entrar no radar dos embarques brasileiros, a exportação de bens básicos respondia por 22,79% do total, enquanto a participação de manufaturados e semimanufaturados estava em 59,07% e 15,52%, respectivamente, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Os dados relativos ao ano 2000 mostram que a China aparecia em 12.º lugar na lista dos principais destinos das exportações brasileiras. O país asiático saltou para a sexta posição no ano seguinte, consolidou-se no terceiro lugar a partir de 2005 e chegou à liderança em 2009.

A meteórica ascensão foi acompanhada do aumento do peso das commodities nos embarques brasileiros. Em 2007, ano anterior à eclosão da crise global, o porcentual de bens básicos aumentou para 32,12% e os relativos a manufaturados e semimanufaturados caiu para 52,2% e 13,57%, respectivamente.

Se forem considerados os números do ano passado, influenciados pela retração da demanda americana, a fatia dos bens primários é ainda maior: 40,5%, quase o dobro do nível existente no ano 2000, e próximo dos 44,02% obtidos pelos manufaturados.

Isso não significa que a venda de bens industrializados diminuiu, mas sim que ela aumentou em ritmo bem menor que a de produtos básicos, principalmente minério de ferro, soja e petróleo - sem considerar o cenário atípico de 2009. A expansão do peso das commodities reflete também a forte alta de seus preços no mercado internacional em razão do aumento da demanda chinesa nos últimos anos.

Plano. A diversificação da pauta das exportações brasileiras é um dos pontos principais do Plano de Ação Conjunta para 2010-2014 que os presidentes Hu Jintao e Luiz Inácio Lula da Silva vão assinar em Brasília na sexta-feira, na segunda visita oficial do dirigente chinês ao país.

No ano 2000, o principal produto de exportação do Brasil foram aviões, com vendas de US$ 3,054 bilhões, valor quase idêntico aos US$ 3,048 bilhões movimentados por minério de ferro, que aparecia em segundo lugar.

Sete anos depois, os embarques de minério de ferro haviam se multiplicado por três, para US$ 10,56 bilhões, enquanto a venda de aviões subiu 54,5%, para US$ 4,72 bilhões, o que colocou o produto em quarto lugar no ranking, atrás de minério, petróleo e soja, que se transformaram nos principais produtos de exportação do país.

A ascensão do minério de ferro à condição de principal estrela das exportações brasileiras acompanha o processo de transformação da China no maior fabricante de aço do mundo. Os dirigentes chineses consideram estratégico ter uma indústria siderúrgica forte para alimentar o ritmo anual de crescimento de 10% do país e suprir a demanda do movimento de urbanização.

O aço é a principal sustentação desse processo, utilizado na construção, em obras de infraestrutura e na fabricação de bens de consumo duráveis, como carros e eletrodomésticos.

A China se transformou no maior fabricante de aço em 1996, com produção de 101,24 milhões de toneladas, mas foi na década seguinte que seu peso no setor aumentou de maneira desproporcional. Oito anos depois de tornar-se líder mundial, dobrou sua produção anual para 222,4 milhões de toneladas em 2003, segundo a World Steel Association. O volume dobrou de novo em apenas quatro anos e chegou a 490 milhões de toneladas em 2007. No ano passado, a China produziu 567,84 milhões de toneladas, o equivalente a 46,5% do total mundial.

A quantidade de aço que sai das siderúrgicas chinesas supera a soma do que é fabricado pelos oito países que aparecem em seguida no ranking da World Steel Association. Para produzir todo esse aço, a China precisa de quantidades crescentes de minério de ferro, sua principal matéria-prima.

19/03/2010

Lula fala sobre a crise

Crise


Lula afirmou que a crise econômica mundial, cujo ápice ocorreu em setembro de 2008, com a falência do banco americano Lehman Brothers, obrigou o mundo a repensar a política e valorizou o papel do Estado indutor e fiscalizador. "A crise econômica obrigou a gente a repensar e não ficar na mesmice em que a gente estava durante muito tempo, onde o FMI sabia tudo quando a crise era nos países pobres, mas não soube nada quando a crise foi nos países ricos; onde alguns bancos, todo santo dia, davam palpite sobre os países emergentes, e estavam quebrando e não sabiam da sua própria quebradeira", afirmou.


Ao lembrar que seu mandato termina em 31 de dezembro, Lula citou aos empresários quatro condições que considera fundamentais para que os países emergentes continuem crescendo, gerando empregos e permitindo a distribuição de renda: estabilidade econômica, controle da inflação, política de investimento público e a distribuição de renda para as pessoas mais pobres.

11/03/2010

Economia brasileira volta a crescer

Economia Brasileira expande 1,9% no 2º trimestre e sai da recessão segundo o IBGE. A expansão foi registrada em relação ao primeiro trimestre de 2009.

Boa notícia para o mercado publicitário! No segundo trimestre de 2009 a economia brasileira cresceu 1,9% comparando com os três meses anteriores. Os números do PIB ou Produto Interno Bruto foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira dia 11 de Setembro.

De acordo com economistas a recessão técnica só se configura quando uma nação registra contração da economia por dois trimestres seguidos. Tal fato ocorreu no Brasil em 2008 no quarto trimestre. Na época, o PIB brasileiro ficou em -3,6%. Em 2009, no primeiro trimestre do ano também houve uma pequena contração do PIB na ordem de -0,8%.

Quando comparado anualmente, o PIB ainda mostra uma pequena retração com queda de 1,2% sobre o segundo trimestre do ano passado, quando a economia brasileira ainda não havia sido atingida pela crise mundial.

No acumulado do ano até junho, a economia “encolheu” 1,5% em relação ao mesmo período de 2008. Nos últimos 12 meses até junho, há alta de 1,3% na comparação anual. O desempenho da economia ficou dentro da expectativa do governo federal, que previa crescimento entre 1,8% e 2%.

10/03/2010

Algumas informações sobre a economia do Brasil


Introdução

O Brasil possui atualmente uma economia forte e sólida. O país é um grande produtor e exportador de mercadorias de diversos tipos, principalmente commodities minerais, agrícolas e manufaturados. As áreas de agricultura, indústria e serviços são bem desenvolvidas e encontram-se, atualmente, em bom momento de expansão. Considerado um país emergente, o Brasil ocupa o 10º lugar no ranking das maiores economias do mundo (dados de 2009). O Brasil possui uma economia aberta e inserida no processo de globalização.

Informações, índices e dados da economia brasileira

Moeda: Real (símbolo R$)
PIB (Produto Interno Bruto): R$ 2,889 trilhões (ano de 2008) ou US$ 1,57 trilhões
Renda per Capita (PIB per capita): US$ 8.213, 36 (2008)
Coeficiente de Gini: 49,3 (2008) alto
Crescimento do PIB nos últimos anos: 5,7% (2004), 3,2% (2005), 4 % (2006), 5,7% (2007), 5,1% (2008)
Força de trabalho: 101 milhões (estimativas 2008)
Inflação: 5,9% (IPCA de 2008)
Taxa de desemprego: 7,89% (2008)

Comércio Exterior:

Exportações: US$ 197,9 bilhões (2008)
Importações: US$ 173,2 bilhões (2008)
Saldo da balança comercial: US$ 24,7 bilhões
Países que o Brasil mais importou (2008): Estados Unidos (11,9%), China (10,6%), Argentina (9%) e Alemanha (7,5%).
Países que o Brasil mais exportou (2008): Estados Unidos (15,8%).
Principais produtos exportados pelo Brasil (2006): minério de ferro, ferro fundido e aço; óleos brutos de petróleo; soja e derivados; automóveis; açúcar de cana; aviões; carne bovina; café e carne de frango.
Principais produtos importados pelo Brasil (2006): petróleo bruto; circuitos eletrônicos; transmissores/receptores; peças para veículos, medicamentos; automóveis, óleos combustíveis; ulhas em pó, gás natural e motores para aviação.
Organizações comerciais que o Brasil pertence: Mercosul, Unasul e OMC (Organização Mundial de Comércio)

Tipos de energia consumida no Brasil (dados de 2006):

Petróleo e derivados: 42%
Eletricidade: 16,5%
Gás natural: 7,2%
Carvão: 5,4%
Biomassa: 26,6%
Outras (geotérmica, eólica, térmica e solar): 2,3%
(Fonte: Ministério de Minas e Energias)


Principais produtos agrícolas produzidos: café, laranja, cana-de-açúcar (produção de açúcar e álcool), soja, tabaco, milho, mate.

Principais produtos da pecuária: carne bovina, carne de frango, carne suína

Principais minérios produzidos: ferro, alumínio, manganês, magnesita e estanho.

Principais setores de serviços: telecomunicações, transporte rodoviário, técnico-profissionais prestados à empresas, transporte de cargas, limpeza predial e domiciliar, informática, transportes aéreos e alimentação.

Principais setores industriais: alimentos e bebidas, produtos químicos, veículos, combustíveis, produtos metalúrgicos básicos, máquinas e equipamentos, produtos de plástico e borracha, eletrônicos e produtos de papel e celulose.

As quedas do PIB brasileiro

O Produto Interno Bruto - PIB - do Brasil teve uma queda acentuada nos últimos anos. Em março de 2007, o IBGE anunciou um novo cálculo. Pela nova metodologia, houve uma revisão dos números para cima entre 2002 e 2005, vindo a refletir em melhora acentuada em 2006.

Saindo do 8º lugar mundial em 1998, o PIB nominal brasileiro caíra para a 15ª posição em 2003 e vinha subindo até a 10ª posição em 2006, fato corroborado pelos novos cálculos. Já em termos de PIB/PPP, subiu para a impressionante 7ª posição em 2006. Todo o sobe e desce ocorreu por ironia do destino e revisão metodológica.

Durante os anos 80 e 90, o Brasil acostumou-se a estar sempre entre as 10 maiores economias do mundo, que tem hoje 192 PAÍSES, permanecendo por muito tempo como a 8ª economia e com grande tendência de melhorar de posição, devido às suas mundialmente reconhecidas potencialidades de Gigante Econômico.

Entretanto, com o fracasso econômico da era FHC e anteriores (inflação explosiva), grande endividamento externo e interno, e expressiva desvalorização cambial, com sua franca e definitiva liberação a partir de 1999, as tendências positivas foram adiadas e a economia caiu muito em comparação com o resto do mundo, embora tenha se mantido internamente sem forte queda (ver abaixo GDP X PPP).

Até 1998, o Brasil ainda ocupava a 8ª posição, com Produto Interno Bruto pelo método NOMINAL (PIB ou GDP - Gross Domestic Product) de US$ 788 bilhões, mas foi largamente ultrapassado por Canadá e Espanha em 1999, México em 2001 e Coréia do Sul em 2002, passando assim a ser a 12ª maior economia mundial, devido à mencionada expressiva desvalorização de sua moeda em 1999 e à recessão continuada.

A partir da conversão NOMINAL das taxas oficiais de câmbio, costumava-se calcular o PIB das Nações. Entretanto, para o objetivo de comparar-se economias com realidades totalmente diferentes, tal método vem caindo em desuso por não refletir a realidade sobre a situação dentro de cada País.
Por esse método, em 2003, o Brasil foi ultrapassado pela Índia, Holanda e Austrália, caindo mais três posições no ranking mundial, atingindo o inédito 15º lugar mundial, com US$ 493 bilhões.

O PIB brasileiro, caso tivesse se desenvolvido a contento nos anos 80 e 90, já poderia estar hoje em mais de US$ 5 trilhões, metade do PIB dos EUA, e seu patamar de direito.
Mas nem tudo estava perdido, pois na queda é que se aprende as lições. Isso é tudo conjuntural. Não foram os outros que avançaram, o Brasil é que recuou por seus próprios erros e correções de rota. Isso deve ficar bem claro.

O PIB brasileiro já em 2004 deu uma virada, e atingiu US$ 605 bilhões, devido à recente e progressiva desvalorização do Dólar e ao crescimento da economia, de 5,2 %. Com isso, O País recuperou 3 posições, passando Índia, Coréia do Sul e Holanda, e voltando à 12ª posição.
A presente situação é tão conjuntural que a cotação do Dólar médio anual caindo para R$ 2,43 em 2005 fez o PIB voltar à 10ª posição mundial.
Pois em 2005, o Brasil atingiu um PIB de US$ 884 bilhões, ou R$ 2,148 trilhões a um câmbio médio de R$ 2,43.

Ultrapassou México e Austrália. A Holanda sumiu do mapa dos 15 maiores. A Rússia acompanhou o crescimento do Brasil bem de perto.
Já o PIB NOMINAL de 2006 foi de R$ 2,322.818 trilhões e US$ 1,066.687 trilhão ao dólar médio de R$ 2,1776. Frente ao PIB mundial de US$ 47,915 trilhões, o Brasil participou com apenas 2,2 %. Dentro das 10 maiores economias mundias de então, com PIB total de US$ 33,152 trilhões, o Brasil tinha somente 3,2 % de participação.
Em 11 de março de 2008, o IBGE anunciou que o PIB NOMINAL do Brasil tinha crescido 5,7 % em 2007, somando R$ 2,6 trilhões, com 100 % de acerto para a previsão feita pelo ECONOMIA BR em julho de 2007. O PIB atingiu US$ 1,332 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,95.

Em 2008, o PIB NOMINAL cresceu 5,1 %, somando R$ 2,9 trilhões, atingindo US$ 1,554 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,86. Para 2009, o ECONOMIA BR previa em agosto que ele permaneceria no mesmo patamar, a US$ 1,570 trilhão, com um dólar médio de R$ 2,00. Já 2010 será o ano de crescimento com forte valorização do real frente ao dólar e PIB bem mais forte.

A economia brasileira hoje

"O Brasil, ao longo do tempo e em diferentes governos, ao marginalizar a educação formal, o ensino profissional e a pesquisa, limitou a modernização, abastardou a competitividade e, em conseqüência, perdeu a visão do desenvolvimento econômico, auto-sustentável, como projeto hegemônico permanente. Perdeu o seu tempo, ao crescer marginalmente, nos últimos 20 anos. Aceitou, assim, a mediocridade do subdesenvolvimento imposto por sistema e hábitos políticos que dominam o Poder Executivo e toda a vida nacional, com visão personalista, cartorial, eleitoreira e de curto prazo.

Nesse quadro, ainda presente, dificilmente se pode esperar, em curto e médio prazos, o benefício de reformas político-institucionais macroeconômicas, capazes de aliviar o peso absurdo do Estado brasileiro sobre a sociedade, e abrir caminho para a modernização e a desburocratização do país, condição para alcançar maior capacitação competitiva, que estimule o crescimento econômico e viabilize a desejada inserção internacional como instrumento da sustentação do crescimento e não fator para o seu aviltamento." Forum Nacional 2007 - Debates


CRESCIMENTO


O Brasil conseguiu crescer em média 6 % ao ano entre 1930 e 1980 e assim triplicou no período sua participação no PIB mundial. Já entre 1981 e 2006, a economia brasileira perdeu muito de seu dinamismo, expandindo-se apenas 2,1 % ao ano, em média.


A conseqüência foi o país ver encolher de 3,9 % para apenas 2,7 % do PIB mundial nesses 25 anos absolutamente perdidos. O crescimento do País em 2006 foi pífio, de 3,7 %. Já em 2007, o índice chegou a algo como 5,4 %.


Em 2008, mesmo com crise mundial, agravada no 4º trimestre, o Brasil cresceu quase 6 %. Em 2009, a recessão mundial vem sendo acompanhada, porém com menos força e uma reviravolta aconteceu no segundo semestre, o que passou a indicar um crescimento superior a 5% em 2010..


Com o desempenho limitado e conservador do governo Lula desde 2003, as expectativas internacionais em relação à Economia do BRASIL puderam mudar para melhor, mas somente com visão de longo prazo.