10/03/2010

As quedas do PIB brasileiro

O Produto Interno Bruto - PIB - do Brasil teve uma queda acentuada nos últimos anos. Em março de 2007, o IBGE anunciou um novo cálculo. Pela nova metodologia, houve uma revisão dos números para cima entre 2002 e 2005, vindo a refletir em melhora acentuada em 2006.

Saindo do 8º lugar mundial em 1998, o PIB nominal brasileiro caíra para a 15ª posição em 2003 e vinha subindo até a 10ª posição em 2006, fato corroborado pelos novos cálculos. Já em termos de PIB/PPP, subiu para a impressionante 7ª posição em 2006. Todo o sobe e desce ocorreu por ironia do destino e revisão metodológica.

Durante os anos 80 e 90, o Brasil acostumou-se a estar sempre entre as 10 maiores economias do mundo, que tem hoje 192 PAÍSES, permanecendo por muito tempo como a 8ª economia e com grande tendência de melhorar de posição, devido às suas mundialmente reconhecidas potencialidades de Gigante Econômico.

Entretanto, com o fracasso econômico da era FHC e anteriores (inflação explosiva), grande endividamento externo e interno, e expressiva desvalorização cambial, com sua franca e definitiva liberação a partir de 1999, as tendências positivas foram adiadas e a economia caiu muito em comparação com o resto do mundo, embora tenha se mantido internamente sem forte queda (ver abaixo GDP X PPP).

Até 1998, o Brasil ainda ocupava a 8ª posição, com Produto Interno Bruto pelo método NOMINAL (PIB ou GDP - Gross Domestic Product) de US$ 788 bilhões, mas foi largamente ultrapassado por Canadá e Espanha em 1999, México em 2001 e Coréia do Sul em 2002, passando assim a ser a 12ª maior economia mundial, devido à mencionada expressiva desvalorização de sua moeda em 1999 e à recessão continuada.

A partir da conversão NOMINAL das taxas oficiais de câmbio, costumava-se calcular o PIB das Nações. Entretanto, para o objetivo de comparar-se economias com realidades totalmente diferentes, tal método vem caindo em desuso por não refletir a realidade sobre a situação dentro de cada País.
Por esse método, em 2003, o Brasil foi ultrapassado pela Índia, Holanda e Austrália, caindo mais três posições no ranking mundial, atingindo o inédito 15º lugar mundial, com US$ 493 bilhões.

O PIB brasileiro, caso tivesse se desenvolvido a contento nos anos 80 e 90, já poderia estar hoje em mais de US$ 5 trilhões, metade do PIB dos EUA, e seu patamar de direito.
Mas nem tudo estava perdido, pois na queda é que se aprende as lições. Isso é tudo conjuntural. Não foram os outros que avançaram, o Brasil é que recuou por seus próprios erros e correções de rota. Isso deve ficar bem claro.

O PIB brasileiro já em 2004 deu uma virada, e atingiu US$ 605 bilhões, devido à recente e progressiva desvalorização do Dólar e ao crescimento da economia, de 5,2 %. Com isso, O País recuperou 3 posições, passando Índia, Coréia do Sul e Holanda, e voltando à 12ª posição.
A presente situação é tão conjuntural que a cotação do Dólar médio anual caindo para R$ 2,43 em 2005 fez o PIB voltar à 10ª posição mundial.
Pois em 2005, o Brasil atingiu um PIB de US$ 884 bilhões, ou R$ 2,148 trilhões a um câmbio médio de R$ 2,43.

Ultrapassou México e Austrália. A Holanda sumiu do mapa dos 15 maiores. A Rússia acompanhou o crescimento do Brasil bem de perto.
Já o PIB NOMINAL de 2006 foi de R$ 2,322.818 trilhões e US$ 1,066.687 trilhão ao dólar médio de R$ 2,1776. Frente ao PIB mundial de US$ 47,915 trilhões, o Brasil participou com apenas 2,2 %. Dentro das 10 maiores economias mundias de então, com PIB total de US$ 33,152 trilhões, o Brasil tinha somente 3,2 % de participação.
Em 11 de março de 2008, o IBGE anunciou que o PIB NOMINAL do Brasil tinha crescido 5,7 % em 2007, somando R$ 2,6 trilhões, com 100 % de acerto para a previsão feita pelo ECONOMIA BR em julho de 2007. O PIB atingiu US$ 1,332 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,95.

Em 2008, o PIB NOMINAL cresceu 5,1 %, somando R$ 2,9 trilhões, atingindo US$ 1,554 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,86. Para 2009, o ECONOMIA BR previa em agosto que ele permaneceria no mesmo patamar, a US$ 1,570 trilhão, com um dólar médio de R$ 2,00. Já 2010 será o ano de crescimento com forte valorização do real frente ao dólar e PIB bem mais forte.

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