Economia Brasileira expande 1,9% no 2º trimestre e sai da recessão segundo o IBGE. A expansão foi registrada em relação ao primeiro trimestre de 2009.
Boa notícia para o mercado publicitário! No segundo trimestre de 2009 a economia brasileira cresceu 1,9% comparando com os três meses anteriores. Os números do PIB ou Produto Interno Bruto foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira dia 11 de Setembro.
De acordo com economistas a recessão técnica só se configura quando uma nação registra contração da economia por dois trimestres seguidos. Tal fato ocorreu no Brasil em 2008 no quarto trimestre. Na época, o PIB brasileiro ficou em -3,6%. Em 2009, no primeiro trimestre do ano também houve uma pequena contração do PIB na ordem de -0,8%.
Quando comparado anualmente, o PIB ainda mostra uma pequena retração com queda de 1,2% sobre o segundo trimestre do ano passado, quando a economia brasileira ainda não havia sido atingida pela crise mundial.
No acumulado do ano até junho, a economia “encolheu” 1,5% em relação ao mesmo período de 2008. Nos últimos 12 meses até junho, há alta de 1,3% na comparação anual. O desempenho da economia ficou dentro da expectativa do governo federal, que previa crescimento entre 1,8% e 2%.
11/03/2010
Economia brasileira volta a crescer
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10/03/2010
Algumas informações sobre a economia do Brasil
Introdução
O Brasil possui atualmente uma economia forte e sólida. O país é um grande produtor e exportador de mercadorias de diversos tipos, principalmente commodities minerais, agrícolas e manufaturados. As áreas de agricultura, indústria e serviços são bem desenvolvidas e encontram-se, atualmente, em bom momento de expansão. Considerado um país emergente, o Brasil ocupa o 10º lugar no ranking das maiores economias do mundo (dados de 2009). O Brasil possui uma economia aberta e inserida no processo de globalização.
Informações, índices e dados da economia brasileira
Moeda: Real (símbolo R$)
PIB (Produto Interno Bruto): R$ 2,889 trilhões (ano de 2008) ou US$ 1,57 trilhões
Renda per Capita (PIB per capita): US$ 8.213, 36 (2008)
Coeficiente de Gini: 49,3 (2008) alto
Crescimento do PIB nos últimos anos: 5,7% (2004), 3,2% (2005), 4 % (2006), 5,7% (2007), 5,1% (2008)
Força de trabalho: 101 milhões (estimativas 2008)
Inflação: 5,9% (IPCA de 2008)
Taxa de desemprego: 7,89% (2008)
Comércio Exterior:
Exportações: US$ 197,9 bilhões (2008)
Importações: US$ 173,2 bilhões (2008)
Saldo da balança comercial: US$ 24,7 bilhões
Países que o Brasil mais importou (2008): Estados Unidos (11,9%), China (10,6%), Argentina (9%) e Alemanha (7,5%).
Países que o Brasil mais exportou (2008): Estados Unidos (15,8%).
Principais produtos exportados pelo Brasil (2006): minério de ferro, ferro fundido e aço; óleos brutos de petróleo; soja e derivados; automóveis; açúcar de cana; aviões; carne bovina; café e carne de frango.
Principais produtos importados pelo Brasil (2006): petróleo bruto; circuitos eletrônicos; transmissores/receptores; peças para veículos, medicamentos; automóveis, óleos combustíveis; ulhas em pó, gás natural e motores para aviação.
Organizações comerciais que o Brasil pertence: Mercosul, Unasul e OMC (Organização Mundial de Comércio)
Tipos de energia consumida no Brasil (dados de 2006):
Petróleo e derivados: 42%
Eletricidade: 16,5%
Gás natural: 7,2%
Carvão: 5,4%
Biomassa: 26,6%
Outras (geotérmica, eólica, térmica e solar): 2,3%
(Fonte: Ministério de Minas e Energias)
Principais produtos agrícolas produzidos: café, laranja, cana-de-açúcar (produção de açúcar e álcool), soja, tabaco, milho, mate.
Principais produtos da pecuária: carne bovina, carne de frango, carne suína
Principais minérios produzidos: ferro, alumínio, manganês, magnesita e estanho.
Principais setores de serviços: telecomunicações, transporte rodoviário, técnico-profissionais prestados à empresas, transporte de cargas, limpeza predial e domiciliar, informática, transportes aéreos e alimentação.
Principais setores industriais: alimentos e bebidas, produtos químicos, veículos, combustíveis, produtos metalúrgicos básicos, máquinas e equipamentos, produtos de plástico e borracha, eletrônicos e produtos de papel e celulose.
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As quedas do PIB brasileiro
O Produto Interno Bruto - PIB - do Brasil teve uma queda acentuada nos últimos anos. Em março de 2007, o IBGE anunciou um novo cálculo. Pela nova metodologia, houve uma revisão dos números para cima entre 2002 e 2005, vindo a refletir em melhora acentuada em 2006.
Saindo do 8º lugar mundial em 1998, o PIB nominal brasileiro caíra para a 15ª posição em 2003 e vinha subindo até a 10ª posição em 2006, fato corroborado pelos novos cálculos. Já em termos de PIB/PPP, subiu para a impressionante 7ª posição em 2006. Todo o sobe e desce ocorreu por ironia do destino e revisão metodológica.
Durante os anos 80 e 90, o Brasil acostumou-se a estar sempre entre as 10 maiores economias do mundo, que tem hoje 192 PAÍSES, permanecendo por muito tempo como a 8ª economia e com grande tendência de melhorar de posição, devido às suas mundialmente reconhecidas potencialidades de Gigante Econômico.
Entretanto, com o fracasso econômico da era FHC e anteriores (inflação explosiva), grande endividamento externo e interno, e expressiva desvalorização cambial, com sua franca e definitiva liberação a partir de 1999, as tendências positivas foram adiadas e a economia caiu muito em comparação com o resto do mundo, embora tenha se mantido internamente sem forte queda (ver abaixo GDP X PPP).
Até 1998, o Brasil ainda ocupava a 8ª posição, com Produto Interno Bruto pelo método NOMINAL (PIB ou GDP - Gross Domestic Product) de US$ 788 bilhões, mas foi largamente ultrapassado por Canadá e Espanha em 1999, México em 2001 e Coréia do Sul em 2002, passando assim a ser a 12ª maior economia mundial, devido à mencionada expressiva desvalorização de sua moeda em 1999 e à recessão continuada.
A partir da conversão NOMINAL das taxas oficiais de câmbio, costumava-se calcular o PIB das Nações. Entretanto, para o objetivo de comparar-se economias com realidades totalmente diferentes, tal método vem caindo em desuso por não refletir a realidade sobre a situação dentro de cada País.
Por esse método, em 2003, o Brasil foi ultrapassado pela Índia, Holanda e Austrália, caindo mais três posições no ranking mundial, atingindo o inédito 15º lugar mundial, com US$ 493 bilhões.
O PIB brasileiro, caso tivesse se desenvolvido a contento nos anos 80 e 90, já poderia estar hoje em mais de US$ 5 trilhões, metade do PIB dos EUA, e seu patamar de direito.
Mas nem tudo estava perdido, pois na queda é que se aprende as lições. Isso é tudo conjuntural. Não foram os outros que avançaram, o Brasil é que recuou por seus próprios erros e correções de rota. Isso deve ficar bem claro.
O PIB brasileiro já em 2004 deu uma virada, e atingiu US$ 605 bilhões, devido à recente e progressiva desvalorização do Dólar e ao crescimento da economia, de 5,2 %. Com isso, O País recuperou 3 posições, passando Índia, Coréia do Sul e Holanda, e voltando à 12ª posição.
A presente situação é tão conjuntural que a cotação do Dólar médio anual caindo para R$ 2,43 em 2005 fez o PIB voltar à 10ª posição mundial.
Pois em 2005, o Brasil atingiu um PIB de US$ 884 bilhões, ou R$ 2,148 trilhões a um câmbio médio de R$ 2,43.
Ultrapassou México e Austrália. A Holanda sumiu do mapa dos 15 maiores. A Rússia acompanhou o crescimento do Brasil bem de perto.
Já o PIB NOMINAL de 2006 foi de R$ 2,322.818 trilhões e US$ 1,066.687 trilhão ao dólar médio de R$ 2,1776. Frente ao PIB mundial de US$ 47,915 trilhões, o Brasil participou com apenas 2,2 %. Dentro das 10 maiores economias mundias de então, com PIB total de US$ 33,152 trilhões, o Brasil tinha somente 3,2 % de participação.
Em 11 de março de 2008, o IBGE anunciou que o PIB NOMINAL do Brasil tinha crescido 5,7 % em 2007, somando R$ 2,6 trilhões, com 100 % de acerto para a previsão feita pelo ECONOMIA BR em julho de 2007. O PIB atingiu US$ 1,332 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,95.
Em 2008, o PIB NOMINAL cresceu 5,1 %, somando R$ 2,9 trilhões, atingindo US$ 1,554 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,86. Para 2009, o ECONOMIA BR previa em agosto que ele permaneceria no mesmo patamar, a US$ 1,570 trilhão, com um dólar médio de R$ 2,00. Já 2010 será o ano de crescimento com forte valorização do real frente ao dólar e PIB bem mais forte.
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A economia brasileira hoje
"O Brasil, ao longo do tempo e em diferentes governos, ao marginalizar a educação formal, o ensino profissional e a pesquisa, limitou a modernização, abastardou a competitividade e, em conseqüência, perdeu a visão do desenvolvimento econômico, auto-sustentável, como projeto hegemônico permanente. Perdeu o seu tempo, ao crescer marginalmente, nos últimos 20 anos. Aceitou, assim, a mediocridade do subdesenvolvimento imposto por sistema e hábitos políticos que dominam o Poder Executivo e toda a vida nacional, com visão personalista, cartorial, eleitoreira e de curto prazo.
Nesse quadro, ainda presente, dificilmente se pode esperar, em curto e médio prazos, o benefício de reformas político-institucionais macroeconômicas, capazes de aliviar o peso absurdo do Estado brasileiro sobre a sociedade, e abrir caminho para a modernização e a desburocratização do país, condição para alcançar maior capacitação competitiva, que estimule o crescimento econômico e viabilize a desejada inserção internacional como instrumento da sustentação do crescimento e não fator para o seu aviltamento." Forum Nacional 2007 - Debates
CRESCIMENTO
O Brasil conseguiu crescer em média 6 % ao ano entre 1930 e 1980 e assim triplicou no período sua participação no PIB mundial. Já entre 1981 e 2006, a economia brasileira perdeu muito de seu dinamismo, expandindo-se apenas 2,1 % ao ano, em média.
A conseqüência foi o país ver encolher de 3,9 % para apenas 2,7 % do PIB mundial nesses 25 anos absolutamente perdidos. O crescimento do País em 2006 foi pífio, de 3,7 %. Já em 2007, o índice chegou a algo como 5,4 %.
Em 2008, mesmo com crise mundial, agravada no 4º trimestre, o Brasil cresceu quase 6 %. Em 2009, a recessão mundial vem sendo acompanhada, porém com menos força e uma reviravolta aconteceu no segundo semestre, o que passou a indicar um crescimento superior a 5% em 2010..
Com o desempenho limitado e conservador do governo Lula desde 2003, as expectativas internacionais em relação à Economia do BRASIL puderam mudar para melhor, mas somente com visão de longo prazo.
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